quarta-feira, julho 27, 2005

Hope Has a Place


"Look at love and you may dream. And if it should leave then give it wings..."

O amor ganha asas e parte... a canção permanece...


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Posted by john to Visoes at 7/27/2005 06:45:00 PM

Novo Espaço...


Viva! Há já algum tempo que acho que o meu blog dedicado a Enya está a ficar um tanto pesado... apenas com escrita na sua esmagadora maioria. Por isso eu já tinha ponderado a hipótese de colocar imagens para aligeirar um pouco... mas hesitava, porque as imagens poderiam afastar o blog da sua função. Mas hoje, inspirado pelo blog de umas amigas (Vida em monólogo), pensei que poderia colocar imagens que transmitissem a beleza e a serenidade das canções de Enya... e assim decidi criar este novo espaço, onde a imagem será aliada a um breve pensamento sobre determinada canção de Enya...


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Posted by john to Visoes at 7/27/2005 06:13:00 PM

sábado, julho 23, 2005

Flora's Secret "A Day Without Rain"

Viva! Hoje trago a este espaço uma canção mais alegre, porque estou a ficar cansado de melancolia... e não quero tornar os meus visitantes também melancólicos. Hoje trago ao espaço de reflexões "Flora's Secret", do álbum "A Day Without Rain". É uma canção com um ritmo mais alegre que as duas últimas canções que coloquei neste espaço, e relata a história de duas pessoas em contacto com a natureza enquanto descobrem o amor que está a nascer entre eles. A canção fala também da forma como a própria natureza os "ajuda" ao proporcionar um ambiente tranquilo à volta deles... a longa e confortável relva, o céu azul, uma leve neblina, a luz do sol, todos os sons característicos do campo... formam um clima propício para a confissão dele a ela, e o reconhecer dela da intenção do coração dele... em suma é uma canção com uma bonita mensagem apropriada para todas as pessoas ouvirem e eventualmente sonharem...

Amantes na longa relva
Olham para cima deles
Apenas eles podem ver
Para onde vão as nuvens
Apenas para descobrir
Que a luz do sol e o pó
Tornam o céu tão azul

A tarde está com neblina
O rio corre
Todos os sons circundantes
Se movem para perto deles
Contando-lhes a história
Contada pela Flora
Sonhos que eles nunca conheceram

Arbustos prateados
Lágrimas da Pérsia
Esses que provém
De uma ilha distante
Cogumelos de Inverno estão
Escondidos
Glória do sol em azul

Alguns são conhecidos como paixão
Alguns como liberdade
Alguns ainda como amor
E a forma como os deixa
Floco de neve de Verão
Por uma estação
Quando o céu acima é azul
Quando o céu acima é azul

Deitado na longa relva
Perto ao lado dela
Dando-lhe o nome
Daquela que a lua ama
Este será o dia que ela
Vai recordar
Quando ela soube que o coração dele
Estava
Amando na longa relva
Perto ao lado dela
Sussurrando de amor
E a forma como eles ficam
Deitados na longa relva
À luz do sol
Eles acreditam que é amor verdadeiro
E a toda à sua volta
O Segredo da Flora
Falando-lhes de amor
E a forma como respira
Olhando pelos olhos de
Uma flor que nunca desvanece
Eles podem ver que o céu
É azul
Sabendo que o seu amor
É verdadeiro
Sonhos que eles nunca conheceram
E o céu acima é azul



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Posted by john to Reflexoes at 7/23/2005 03:33:00 PM

segunda-feira, julho 18, 2005

I May Not Awaken

Viva! Hoje regresso a este espaço... ainda não muito refeito da recaída que tenho sentido nestes ultimos dias e mais uma vez a escolha da canção reflecte esse estado de espirito. "I May Not Awaken" é uma canção que não aparece em nenhum dos álbuns de Enya... mas é uma canção muito bonita, com uma mensagem que pode ser interpretada de diversas formas, como acontece com muitas das canções dela. Para mim, pessoalmente é uma canção triste... tudo nesta canção é triste, desde a melodia à letra, que eu entendo como retratando uma pessoa, homem ou mulher, que acredita que os seus desejos e sonhos nunca se tornarão realidade, e que desse modo até "o Céu pode cair". É espantoso como eu encontro a nível pessoal uma ligação a esta canção... pela forma como agi perante desafios importantes que surgiram na minha vida, cheguei (e chego) a pensar que pouco mais importa... que até o Céu poderia cair... é uma das canções da Enya que mais tristeza relata, e menos esperança apresenta... apropriada, para quem acredita que perdeu, que caiu e que possivelmente não mais se erguerá... mas talvez esteja a ser um pouco injusto, não quero dar a impressão que só as pessoas que atravessam um mau momento na vida é que compreenderão esta canção, não é isso que acontece, qualquer pessoa pode apreciar esta canção lindíssima sem lhe surgirem pensamentos de pessimismo e de derrotismo... é apenas o meu estado de espírito que "teima" em estar para esse lado "virado"...

Quando o quente do dia se torna a noite
Quem pode dormir debaixo de um estranho luar?
Sem estrela que guie
Tão longe de casa
Caminhei pelo caminho prometido para apenas encontrar neve
Por ele, as vozes dos ventos nada mais trazem
Que ecos fracos
Tão longe de casa

Mesmo de uma criança
Um desejo não é suficiente
Por mim, por mim o céu pode cair
E mesmo de uma criança
Um sonho não é suficiente
Pode ser, pode ser que o céu vá cair
Pode ser, pode ser que a noite acabe tudo

Nenhumas chuvas podem chorar como eu chorei
Por saber que um simples sonho não vai ser mantido
Eu sou uma criança
Tão longe de casa

Um por um os céus caem
Eu posso nem acordar



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Posted by john to Reflexoes at 7/18/2005 11:21:00 PM

quinta-feira, julho 14, 2005

The Sun in The Stream "The Celts"

Quando iniciei este blog há quase 4 meses, criei este espaço de "Reflexões" para servir de "desabafo" do meu estado de alma, que não se encontrava particularmente feliz... mas passado algum tempo o meu estado de alma melhorou, e as reflexões seguiram essa melhora, e deixaram de transmitir uma certa tristeza que eu sentia... mas hoje devo confessar que faço uma espécie de "Regresso ao Passado", e volto a usar este espaço para desabafar... como originalmente. Para isso coloco uma canção para reflectir aquilo a que vou chamar de "Recaída", e escolhi para esse efeito uma canção do álbum "The Celts", "The Sun in the Stream", e não foi escolhida ao acaso... é uma canção que tem tanto de bonita como de triste... instrumental, com um uso lindíssimo e comovente da famosa gaita-de-foles. Esta é uma das canções de Enya que mais facilmente me ficou no ouvido, precisamente pelo seu tom triste... e para o dia de hoje é uma das várias canções que posso ouvir para reflectir... nas coisas que eu já devia ter deixado para trás, e no Passado, no Presente e... no Futuro.


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Posted by john to Reflexoes at 7/14/2005 01:17:00 AM

quinta-feira, julho 07, 2005

A Ligação de Enya a Tolkien e as canções fora dos CDs

Viva! Faço este post para responder a questões levantadas por um comentário que recebi hoje, e para beneficio de todos os visitantes até porque as questões têm relevância achei bom responder assim...
É assim a canção "Lothlórien" de "Shepherd Moons" tem tudo a ver com a floresta dos Mallorn de Galadriel... é que Enya é uma grande fã da obra de Tolkien, e confessou numa entrevista que "todos os anos lê o Senhor dos Anéis". Por isso ela ficou imensamente satisfeita de poder entrar na banda sonora do filme...
Quanto às canções que não estão nos cd's, ainda não coloquei nenhum post sobre isso... até porque a lista muda consoante alguns países... por exemplo a canção "Isobella" aparece somente no cd "A Day Without Rain " lançado no Japão... mas para os países de língua portuguesa creio que posso arriscar a colocar uma lista... o que será feito brevemente.
Muito obrigado pela visita de todos e o apoio que tenho recebido...


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Posted by john to Factos at 7/07/2005 08:45:00 PM

Canções extras de Enya

Viva! Algumas pessoas têm contactado comigo acerca das canções de Enya que não aparecem nos álbuns lançados. E eu resolvi fazer este post para tentar mais ou menos clarear essa questão... Praticamente desde que ouço Enya, que sabia que haviam canções fora dos álbuns, e também sabia que essas canções podem ser encontradas na Internet. Por isso, eu procurei por muito tempo e consegui reuni-las todas, apesar de a tarefa por vezes ser complicada, visto que muitas canções aparecem com nomes diferentes apesar de serem as mesmas... ainda há 2 ou 3 dias que descobri uma canção "nova" chamada "Dreams" que eu não conhecia... descarreguei-a e afinal era a canção "To go Beyond II" do álbum "The Celts". Isto é apenas um exemplo, aconteceu-me isto muitas vezes nas minhas pesquisas. O que interessa é que consegui reunir (creio eu) as canções todas, a apresento aqui uma lista com os nomes delas. Ainda tentei descobrir os anos em que cada uma foi feita, e sei que já vi isso num site uma vez, mas não o consegui descobrir... (e por ter procurado é que a publicação deste post saiu já depois do que eu pretendia). Mas se encontrar eu faço outro post que será um complemento deste... agora a lista:


01. As Baile - canção em Irish Gaélic
02. Book of Days - canção em Irish Gaélic
03. Eclipse - canção instrumental e vocal em Irish Gaelic
04. The Promise - canção tocada ao Piano, muito bonita
05. I May Not Awaken - canção em Inglês, letra muito bonita
06. Isobella - canção em Irish Gaélic, bonus track de "A Day Without Rain" no Japão, lindissima
07. Morning Glory - vocal e instrumental
08. Oiche Chiún - versão em Irish Gaélic de "Silent night", uma obra prima
09. Oriel Window - canção tocada ao Piano, muito bonita
10. Song of the Sandman - canção cantada em Inglês, letra muito bonita
11. The Frog Prince - canção cantada em Inglês, canção de amor
12. Willows on the Water - canção instrumental
13. I Will find you - canção do filme "The last of the Mohicans"
14. Sumiregusa - canção cantada em japonês, muito bonita
15. Aniron - canção do filme "Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel"
16. May it Be - canção do filme "Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel"


Talvez existam mais canções que não estejam aqui... se por acaso o visitante conhecer alguma, que não hesite em comentar esse facto, que eu tratarei de pesquisar esse assunto, até porque como já disse, podem ser as mesmas, mas com nomes diferentes.


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Posted by john to Factos at 7/09/2005 04:26:00 PM

May it Be

Viva! Hoje trago a este espaço uma canção que quase dispensa apresentações. "May it Be", faz parte da banda sonora do primeiro filme da saga de "O Senhor dos Anéis", "A Irmandade do Anel". A mensagem que a canção invoca é evidente: trata-se de uma homenagem a Frodo Baggins, o Hobbit encarregue de ser "O portador do Anel". É uma mensagem muito bonita, que fala da ascenção e da queda do Mal. Esta canção foi nomeada para os óscares, mas infelizmente não venceu... Eu lembro-me de quando fui ver o filme e ouvi pela primeira esta canção... ela aparece no fim, e eu creio que foi a unica vez que estive a ver os créditos de um filme...

Pode ser que uma estrela da noite
Brilhe para ti
Pode ser que quando a escuridão caia
O teu coração seja fiel
Caminhas numa estrada solitária
Oh! Que longe estás de casa

A escuridão chegou
Acredita e encontrarás o teu caminho
A escuridão caiu
Uma promessa vive agora dentro de ti

Pode ser que a chamada das sombras
Voe para longe
Pode ser que a tua viagem
Ilumine o dia
Quando a noite for derrotada
Poderás erguer-te e encontrar o sol

A escuridão chegou
Acredita e encontrarás o teu caminho

A escuridão caiu
Uma promessa vive agora dentro de ti

Uma promessa vive agora dentro de ti



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Posted by john to Reflexoes at 7/06/2005 11:41:00 PM

quarta-feira, julho 06, 2005

Mudança de visual...

Viva! Hoje tive um "ataque de excesso de tempo, e nada com que o ocupar", então resolvi mudar as cores do blog. Espero que seja do agrado de todos os visitantes...


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Posted by john to Factos at 7/05/2005 11:56:00 PM

sexta-feira, junho 24, 2005

Sumiregusa

Viva! Hoje recebi um comentário onde me questionaram sobre o novo CD da Enya: o "Sumiregusa". Acontece que este nome é de uma canção que Enya gravou para aparecer num anuncio televisivo de uma conhecida marca japonesa. E esse facto deu logo origem ao boato que se tratava de um novo álbum de Enya, de facto "Sumiregusa" é a mais nova canção disponivel de Enya, e devo acrescentar que é cantada em japonês e é lindissima, mas é apenas uma canção, embora tenha dado origem a um álbum com canções feitas mais ou menos ao estilo das de Enya. Esse álbum, nem sei se é algo de oficial, se foi alguma compilação que alguém colocou a circular na Internet. Mas o que sei é que não é nenhum álbum novo de Enya. Embora não seja desagradável de ouvir...

Para informações mais detalhadas sobre "Sumiregusa" visite:



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Posted by john to Factos at 6/23/2005 04:45:00 PM

terça-feira, junho 21, 2005

Song of the Sandman

Viva! Hoje pela primeira vez neste espaço coloco uma canção que não aparece em nenhum álbum...pelo menos vendido em Portugal. Por isso provavelmente muitas pessoas não conhecerão esta canção...mas devo dizer que ficarão surpreendidos com a beleza da mesma, digo isto por experiência própria. Eu sabia que havia certas canções de Enya que não apareciam em nenhum álbum, por isso fiz uma pesquisa exaustiva e acabei por encontrar todas as canções dela, e fiquei surpreendido como canções tão bonitas não faziam parte de nenhum álbum, embora algumas fossem por exemplo "bonus tracks" como "Isobella" de "A Day Without Rain" lançado no Japão...(que há-de também aparecer neste espaço). Mas hoje reservo a reflexão para uma canção chamada "Song of the Sandman". "Sandman" é aquela figura conhecida por cá como "João Pestana"... por isso pode-se dizer que é uma canção de embalar, muito suave, muito agradável ao ouvido, com uma mensagem muito bonita (para não variar!). O que significa esta canção para mim?... Bem, posso confessar aqui que por vezes gosto de ouvir Enya quando me deito...para "varrer a mente" e ter uma boa noite de sono... e já me aconteceu adormecer a ouvir esta canção. A sua letra transmite esperança... "Estrelas brilharão para ti". São canções assim que elevam o espirito acima da mesquinhez que muitas vezes reina no nosso dia a dia, e nos faz ansiar por qualquer coisa que nos faça sentir em paz...também nesta canção Enya mostra que até de boca fechada canta divinamente! Mas isso poderão ouvir por vós próprios...

Consegues ouvir na profunda canção nocturna
Todas as sombras dizer
Contando-te enquanto dormes
Que as lágrimas se desvanecerão

Sonho com a luz dourada da manhã
Quando tu e eu deixaremos a noite…

E quando a lua está alta e clara,
Estrelas brilharão para ti

Sonho com a luz dourada da manhã
Quando tu e eu deixaremos a noite…

Pede um desejo e quando fechares os olhos
Eu virei para ti

Sonho com a luz dourada da manhã
Quando tu e eu deixaremos a noite…



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Posted by john to Reflexoes at 6/21/2005 07:39:00 PM

sexta-feira, junho 17, 2005

Once you had gold "The Memory of Trees"

Viva! Hoje trago a este espaço uma canção do magnifico álbum, "The Memory of Trees", "Once you had gold". Esta canção como não podia deixar de ser tem uma mensagem muito bonita, que pode ser interpretada de várias formas... dependendo muito de quem ouve, e do que sente. Ao ler a letra, parece fazer alusão a uma árvore, mas na minha opinião trata-se de uma personificação, onde se dão características humanas a seres que não são humanos... este "ouro" e "prata" que a "árvore" possui, para mim, trata-se da juventude personificada... "a chuva que cai vinda do nada" serão os aspectos menos agradáveis da vida que fazem aumentar as preocupações e diminuem a inocência. Já dá para ver que esta figura de estilo está presente em toda a letra da canção, mostrando uma pessoa retratada como uma árvore. Para mim, esta é uma das letras mais originais de Enya, e é uma canção muito agradável de ouvir, embora eu não lhe atribua nenhum significado em particular para a minha vida, não deixa de merecer o seu espaço aqui...

Uma vez tinhas ouro,
Uma vez tinhas prata,
Depois veio a chuva
Vinda do nada.
Sempre e para sempre,
Para sempre e sempre
O tempo dá tanto escuridão como
Sonhos para ti.

Agora tu podes ver
Primavera torna-se Outono,
Folhas tornam-se ouro
Caindo da vista.
Sempre e para sempre
Para sempre e sempre
Ninguém pode prometer o realizar de um sonho,
O tempo tanto dá escuridão como
Sonhos para ti.

O que são as escuras;
Sombras à tua volta,
Porque não tomar o coração
No novo dia?
Sempre e para sempre
Para sempre e sempre,
Ninguém pode prometer um sonho para ti
O tempo tanto dá escuridão como
Sonhos para ti.



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Posted by john to Reflexoes at 6/16/2005 04:34:00 PM

domingo, junho 12, 2005

O Espaço reservado de Enya

Neste novo espaço vou apresentar entrevistas feitas a Enya. É uma boa forma de difundir e partilhar mais algumas informações sobre ela, a sua vida e a sua música. Esta entrevista que eu traduzi do inglês, foi publicada originalmente no Boston Globe em 21 de Janeiro de 1996. A entrevista foi feita por Jim Sullivan, e começa com uma introdução dele, as palavras dita por Enya virão a bold. Por a entrevista ser muito grande, ainda ponderei dividi-la, mas poderia ficar algo fora do contexto, por isso apresento-a toda. Espero que gostem...


by Jim Sullivan, Globe Staff - traduzido por john


Nova Iorque – Ela vendeu mais de 28 milhões de álbuns em todo o mundo, quase 10 milhóes nos Estados Unidos. O seu album mais recente (The Memory of trees) está no nº 2 do Billboard's "New Age" há 4 semanas, e está no nº 29 no top 200 que classifica todos os albuns. A sua luxuosa voz de soprano foi ouvida nos filmes L.A. Story, The Age of Innocence, Green Card and Far and Away.
Ela canta em Gaélico, em Inglês, por vezes em Espanhol e Latin. Ela nunca fez uma tournée como artista a solo. As suas principais influências são a musica clássica e a musica tradicional irlandesa.


Parece uma mistura invulgar para um sucesso internacional. Porque aconteceu esse sucesso?
"Deixe-me abrir este pequeno livro de respostas", responde Enya na sua suite de hotel em Nova Iorque, sorrindo e girando o polegar sobre um livro imaginário.
Não, a escritora e pianista de 34 anos (em 1996) também não sabe a resposta, mas ela tem uma teoria: tem a ver com a quietude, a necessidade que as pessoas têm de introspecção e contemplação. "Tenho pensado sobre isso", diz Enya, e "na sociedade de hoje em dia, muitas pessoas não dedicam muito tempo a si próprias. Elas até têm receio de fazer isso. Estão habituadas ao barulho, TV, radio, trânsito, o trabalho. E estão sempre concentradas em problemas todo o tempo: "o que é que devo fazer a seguir?" Problemas, problemas, problemas, e pensam neles a toda a hora".
A sua música, ela sugere, ajuda as pessoas a fazer um bom uso do tempo que passam sós, providencia uma atmosfera na qual o pensamento floresce. Isto, pelo menos, é o que os seus fãs dizem da sua música. A musica, diz ela, "está fazendo as pessoas reflectir e pensarem sobre elas próprias. "Estou feliz?" "O que se passou na minha vida?" Elas intrepretam as suas próprias emoções para a música. Torna-se pessoal para elas. Eu lembro-me de um cavalheiro dizer que se houvesse mais alguém a ouvir a sua música era como uma invasão à sua privacidade, porque era tão pessoal para ele".

E depois há aquela voz. Enya tem uma voz que é um esplendor total, faz conjurar imagens celestiais gloriosas. Ela é uma criadora de sonhos, espiritual, vagamente sensual, um anjo às portas do Céu. O espiritualismo implícito não é por acaso.
"É porque fui criada como Católica," refere ela "O que tenho feito deriva dessa religião que é um conforto para mim... Eu adoro ir à Igreja, a paz e o sossego, eu aprecio muito isso, e creio que isso vagueia para a minha música. E sempre adorei as canções da Igreja, os hinos. Às vezes são apenas uma simples melodia, e adoro saber qual a nota que se segue, a nota que queremos que seja, estamos desejando aquela nota – e acaba por ser aquela nota! Muito obrigado!"
Questão colocada a Enya: alguma vez houve algum artigo escrito sobre ela, que não contivesse a palavra "etérea"?
"Isso, eu não posso responder", responde ela com um ligeiro sorriso. (palpite razoável: Não). "Mas os tablóides britânicos conseguem ser muito maus comigo"
Maus para Enya? É difícil de imaginar. Ela é bonita, educada, composta. Os Punks gostam dela. Os fãs de musica clássica gostam ela. A sua música não conhece fronteiras culturais. E toda a gente usa a palavra começada por E: Enya e etérea foram feitas uma para a outra.
Então porquê a maldade no Reino Unido?
Pode ter vindo, Sugere Enya, porque ela não tem uso para a vida de celebridade pop, nunca se viu envolvida em nenhum escândalo pessoal. Mais, ela é conhecida por trabalhar de forma invulgar: ela sequestra-se a ela própria para o estúdio e trabalha diligentemente, sem qualquer input, excepto dos colaboradores Nicky e Roma Ryan. Ela passa cerca de 10 horas por dia, durante 2 anos, escrevendo e gravando as canções. Os deveres da equipa Enya distribuem-se desta forma: A artista escreve as melodias e canta; Nicky produz; Roma, a sua esposa, escreve as letras. É um círculo fechado – que se mantém assim há 14 anos.

É claro, por vezes as pessoas querem saber mais sobre Enya.
"Eu tenho uma vida muito privada", diz ela. "É muito importante para a música, eu penso que a razão porque consigo ter uma vida privada, é porque a música é maior que eu. Alguns artistas são maiores que a música".
Nada de clubes nocturnos? Nada de sair com outras pessoas famosas?
"Nunca me senti atraída para esse estilo de vida", diz a cantora solteira. "Sempre gostei de ir e de fazer o que gosto. Consegui manter isso. E sinto-me com sorte por o conseguir".
"O problema com os tablóides bitânicos, para começar foi (eles dizerem) "Não revelas nada sobre a tua vida privada. Nós não queremos saber da tua música – queremos saber de ti." Se eu sou honesta e digo que preciso de algum tempo para mim mesma, eles escrevem: "ela senta-se no silêncio, é esquisita. O que há de esquisito acerca de dedicarmos tempo a nós próprios?
Por causa deste gosto pela privacidade, diz ela, na Inglaterra chamam-lhe "a Garbo do pop".
"Eu quero ser deixada em paz
," diz Enya rindo.

Ela admite, no entanto, que a escolha de não discutir a sua vida pessoal pode levar a suposições. "Sim, eu sei", diz ela, não pretendendo mudar o rumo neste ponto. "Eu ainda penso que tomei a atitude certa, em vez de me preocupar com eles, e em querer aparecer no jornal a toda a hora."
Enya está em Nova Iorque há quase uma semana, falando com pessoas dos media. Ela é uma pessoa social, não uma reclusa. Sim, o seu trabalho em estúdio é bastante solitário, mas ela sente-se feliz, gravando e misturando. Ela tem experimentado os prazeres de uma cidade coberta de neve – sem trânsito, apenas alguns pedestres pela 5ª avenida. Ela diz que não é reconhecida por quem passa, e que gosta disso.

A sua música pode flutuar para as nuvens, mas os seus pés estão bem assentes no chão.
Nascida Eithne Ni Bhraonaim no Condado Donegal, Enya frequentou a Catholic boarding school e estudou piano clássico. Ela também se interessou por tradições irlandesas e mitologia druídica. A sua carreira começou quando com a sua irmã Maire, e mais dois irmãos se juntou aos Clannad. Tocando teclados. "Estive dois anos com eles", fala a Enya desta experiência dos inícios dos anos 80. "Gostei da experiência e das viagens, das tournées, mas musicalmente eu sabia que tinha de mudar para outra coisa".

O que era, ela não sabia.

O produtor dos Clannad, Nicky Ryan, no entanto tinha uma sugestão. "Ele falou comigo acerca de uma ideia sobre multi-vocais," conta Enya, "e eu pensei que era realmente fascinante. Sempre adorei harmonia. Não só por estudá-la classicamente, mas também por cantá-la desde miúda muito jovem. Ele não sabia o que procurava, e eu também não. Até que ele disse: "Vamos tentar isto".
Os dois primeiro trabalharam na banda sonora de uma série de TV da BBC "The Celts" em 1985. Ela não tinha qualquer interesse nas letras – "Eu pensava que bastava dar tudo o que tinha emocionalmente para a música". Mas Roma Ryan estava lá durante as gravações e escrevia poesia. "Era óbvio que ela estava a escutar o desenvolvimento da música e a experimentação com os multi vocais, então ela começou a escrever as letras. Tem sido sempre aquilo que eu gosto de cantar. Ela apanha a emoção da melodia".
"Algumas pessoas são musicalmente dependentes de outras," refere Enya, "mas porque todos nós trazemos algo diferente, somos três pessoas individualmente bastante independentes e seguros acerca do que fazemos. Tudo começa comigo".
"Eu começo com as melodias," Enya fala do meticuloso processo. "Por vezes preciso de bastante tempo para encontrar a melodia, de tal modo que posso passar imenso tempo no estúdio, trabalhando diariamente, e mesmo assim achar que não tenho nada para mostrar, ao fim do dia de trabalho, ou da semana. Eu sei que cada dia me leva mais perto, é muito agradável ver uma melodia a crescer… isto constitui apenas os ossos da canção."

De facto, o som da Enya – misturado por Nicky Ryan, é muito luxuoso e complexo. Enya toca todos os instrumentos, ela diz que já cantou mais de 500 vozes separadas para uma canção. Ela descreve o processo de composição como uma viagem, e considera-se a si própria uma artista intuitiva.
Quase todas as pessoas que ouvem a Enya são seduzidas pelo seu som. Um crítico, Jim Farber do New York Daily News não ficou, disse que a sua música era uma "maravilha contrafeita"
A noção de Farber é que a música de Enya, é mais marketing que música, não é pura.
"Bem, eu receio que ele esteja errado," diz Enya. "Algumas pessoas pensam que eu trabalho muito tecnicamente no estúdio, fazendo todas aquelas vozes, mas não há maneira de ser só técnico. A única vantagem que eu tenho é que sou perfeccionista e quando canto multi vocalmente, eu canto exactamente em tempo, mas o tempo livre... porque há certas alturas na melodia em que há uma pausa e eu adoro essa pausa. Por causa do meu lado perfeccionista, sou capaz de cumprir o tempo, mas posso ser bastante espontânea."
Enya tem esperanças de levar o show para a estrada, embora ela esteja ciente das dificuldades produtivas. Seria preciso um coro – uma quantidade de "Enyas" – e uma pequena orquestra. "Com sorte", diz ela, "é o nosso próximo passo. Há tantas partes em cada canção. Eu penso que é possível conseguir as texturas de voz correctas, uma vez que a minha voz varia bastante. Seria muito trabalhoso, mas eu e o Nick sabemos que não vale a pena tentar se a qualidade não for excelente"...


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Posted by john to Entrevistas at 6/11/2005 11:58:00 PM

Fairytale "The Celts"

Viva! De regresso a este espaço de reflexões, trago uma canção do album "The Celts", chamada Fairytale. É uma canção muito bonita, instrumental com algumas vozes. É muito agradável ao ouvido de quem a ouve, mesmo pela primeira vez... a mim, pessoalmente, esta canção faz-me lembrar uma viagem que fiz uma vez de autocarro, para França... íamos a passar o país Basco, com as suas paisagens muito verdes, e as suas montanhas, e a música fazia uma combinação perfeita com a paisagem que observava pela janela... um momento de serenidade absoluta que dificilmente se esquece.



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Posted by john to Reflexoes at 6/11/2005 07:10:00 PM

domingo, junho 05, 2005

Angeles "Shepherd Moons"

Hoje regresso a este espaço com mais uma reflexão, desta vez a canção escolhida é Angeles do album "Shepherd Moons". Longe de ser a canção mais conhecida deste álbum, é no entanto uma das que tem uma mensagem mais bonita... fala de alguém que pede auxilio aos anjos, para "acalmar a tempestade" do dia de amanhã... o que vai acontecer nesse "amanhã" é algo que só posso supor...mas o que realço nesta canção é que fala de fé, e esse é um valor que está a cair presentemente nesta sociedade. Confesso que eu próprio não sou uma pessoa de grande fé... mas respeito as pessoas que ainda conseguem acreditar em Deus, e por vezes até eu gostava de ter essa paz de espírito para acreditar, e talvez assim conseguir ter uma força adicional de auxílio na minha vida...

Anjos, respondam-me,
Estarão perto se a chuva cair?
Devo acreditar
Que vocês acalmarão a tempestade?
Por tão grande tesouro, palavras nunca servirão
Certamente, se assim for,
Promessas são minhas para vos dar.
Minhas para dar…

Aqui, demasiado cedo o dia!
Desejo que a lua caia e altere o amanhã.
Eu devia saber
O Céu tem o seu caminho
Cada qual tem memórias que possui.

Anjos, tudo podiam ser
Se movessem terra e mar
Anjos, posso sentir
Todas as nuvens negras a desaparecer…

Mesmo, quando respiro
Vem um anjo para o seu posto.
Certamente, se assim é
Promessas são minhas para vos dar.
Minhas para dar…





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Posted by john to Reflexoes at 6/04/2005 10:11:00 PM

sábado, maio 28, 2005

China Roses "The Memory of Trees"

Viva! Hoje coloco neste espaço uma canção que pessoalmente sempre gostei de ouvir: "China Roses", do album "The Memory of Trees" de 1995. É na minha opinião uma das canções mais agradáveis ao ouvido, deste album, e da carreira de Enya. É uma canção com um significado algo metafísico, difícil de compreender. Eu tenho a "minha" interpretação para o significado desta canção, mas estou ciente que é "apenas" uma interpretação... para mim, relata uma vida que está a recomeçar, novos sonhos... e o alcançar do céu...


Quem pode dizer-me se nós temos céu,
Quem pode afirmar que caminho devia ser;
Ramos de luz lunar, o cometa Sappho
Lágrimas de anjo debaixo de uma árvore.

Tu falas da quebra da manhã
Como se visses a nova aurora,
Nuvem púrpura, a chave do céu,
Um amor gravado em acajou.

Alguém me falou das rosas da China,
Alguém à mil noites e uma noite,
A última imagem da Terra, o fim da tarde
Coloração de índigo e azul.

Uma nova lua leva-me a
Florestas de sonhos e eu sigo.
Um novo mundo espera por mim;
O meu sonho, o meu caminho.

Eu sei que se tiver céu
Não há mais nada a desejar.
Chuva e rio, um mundo de maravilha
Pode ser o paraíso para mim.

Eu vejo o sol.
Eu vejo as estrelas.


Notas:

não foi nada fácil traduzir esta letra, que é muito simbólica. Na 1ª estrofe o "moolight holly" traduzi por "ramos de luz lunar", foi o melhor que consegui arranjar, uma vez que "holly" significa ramos de uma planta que dá umas bagas vermelhas, o nosso azevinho. Sappho é o nome de um poeta grego dos tempos antigos. Na 2ª estrofe acajou ficou acajou, sinceramente não sei se há outro nome. Na 3ª estrofe, eu optei por rosas da China, "China roses" que é uma espécie de rosa ancestral que deu origem a muitas espécies desta flor… podia haver confusões porque na língua inglesa "China" significa "porcelana", mas aqui, e sendo o título da canção, acredito que se refira mesmo à tal rosa ancestral...


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Posted by john to Reflexoes at 5/27/2005 03:12:00 PM

segunda-feira, maio 23, 2005

Novo Álbum...

Nestes últimos dias tenho estado algo ocupado, mas hoje aproveitei algum tempo livre para ir até ao forum do site oficial de Enya. Os rumores acerca do novo álbum continuam a circular, embora não exista ainda qualquer confirmação oficial. Além da data de lançamento, que se prevê para Outubro ou Novembro deste ano, fala-se do eventual nome do álbum, até do nome de algumas canções. Vou primeiro falar dos rumores, e no fim faço o meu comentário pessoal... o nome que algumas pessoas falam é A Darker Shade of Autumn, e acrescentam alguns nomes de canções como: Kingdom of the sun, Lucifer's child, Aurora in motion, entre outras. Bem, são apenas rumores, mas o nome do (suposto) título parece-me razoável, é um nome algo "poético", os nomes das canções também não me parecem inteiramente estranhas, embora "Lucifer's child" pareça algo que não se identifica muito bem com Enya. Vamos ver se algum destes rumores se confirma, mas para isso ainda vamos ter que esperar uns meses...


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Posted by john to Factos at 5/23/2005 03:31:00 PM

quinta-feira, maio 19, 2005

Fallen Embers "A Day Without Rain"

Hoje coloco neste espaço mais uma canção especial para mim. Uma canção que a própria Eithne respondeu numa entrevista ser a "sua preferida", aqui confesso que a razão porque ainda não tinha colocado esta canção neste espaço, prendia-se com o facto de ainda não ter encontrado uma ligação para poder disponibilizar a canção para os meus visitantes puderem ouvir, como acontece com as outras... mas sabia que cedo ou tarde ia encontrar, e hoje foi o dia. A canção "Fallen Embers" é uma canção de amor que já terminou, e onde claramente relata uma relação que foi feliz até certo ponto... quando os "corações deixaram de cantar em conjunto" por isso é uma canção com uma mensagem e um ritmo que pode ser triste, consoante de quem a ouve ter passado ou não por situações semelhantes... para mim, pessoalmente, há pouco tempo eu podia dizer que não "sentia" a mensagem, mas agora, desde muito recentemente a minha situação mudou, e agora sinto e compreendo a beleza e a tristeza contidas nesta canção... como sempre apresento a minha tradução da letra desta canção.

Uma vez, como o meu coração recorda
Todas as estrelas eram brasas em queda
Uma vez, quando a noite parecia eterna
Eu estava contigo.

Uma vez, no cuidado da manhã
Ao ar tudo pertencia
Uma vez, quando o dia amanhecia
Eu estava contigo

Que longe estamos da manhã
Que longe estamos
E as estrelas brilhando através da escuridão,
Caindo no ar

Uma vez, quando a noite partia
Tecia em nós os nossos sonhos
Uma vez, quando todos os sonhos mereciam ser guardados
Eu estava contigo

Uma vez, quando os nossos corações cantavam
Eu estava contigo.


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Posted by john to Reflexoes at 5/18/2005 04:53:00 PM

domingo, maio 15, 2005

Canção Preferida...

Viva! Hoje abro um novo espaço neste blog dedicado a Enya: FORUNS. Aqui vou colocar questões para o visitante deixar uma opinião. É claro que para cada questão deixo a minha resposta pessoal. Para primeiro assunto, pergunto: Qual é a sua canção preferida de Enya, para cada estado de alma? Eu podia simplesmente perguntar qual é a canção preferida, mas isso seria uma pergunta muito dificil de responder, para mim pelo menos é impossível, as canções que mais gosto de ouvir variam consoante o meu estado de alma... por isso coloco assim a questão, para poder responder. Na minha vida, conheço vários estados de alma, mas não me vou alongar muito nessa questão... para quando estou "alegre", provavelmente a canção que gosto mais é "Wild Child", para um estado "intermédio" a escolhida é "China Roses" e para quando estou "triste" escolho "Exile". Não posso de deixar de referir pela sua mensagem muito bonita que eu adoro, a canção "Pilgrim". Realmente foi bastante complicado responder a esta questão, e mesmo assim é de admirar eu ter conseguido ficar por estas 4...


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Posted by john to Foruns at 5/14/2005 08:10:00 PM

segunda-feira, maio 09, 2005

Smaointe... "Shepherd Moons"

Hoje junto a este espaço uma canção que sempre gostei muito, "Smaointe..." do album "Shepherd Moons". Já referi que o último álbum "A Day Without Rain" foi o que primeiro comprei, mas não tardou muito que não os comprasse todos, e quando comprei "Shepherd Moons" e o ouvi, esta canção ficou-me imediatamente no ouvido, embora seja cantada na língua natal de Enya, o Irish Gaelic, claro que não entendo nada da canção ao ouvi-la, e a tradução que apresento foi feita a partir da tradução em inglês. Mas mesmo ainda antes de saber o que significava, já sabia que devia ser mais uma mensagem maravilhosa. Agora já sei o significado: "Smaointe..." significa literalmente "pensamento" e é uma canção dedicada aos avós de Eithne que já faleceram. Para mim tem um significado especial, já que é uma das canções que eu ouço mais vezes, não se fala muito nela precisamente por não ser em inglês, mas eu não podia deixar de a colocar neste espaço, e também devo dizer que me traz recordações agradáveis quando a ouço... recordações que me vão dando força.

Escuta o meu coração
Infelizmente, magoado
Eu estou perdida sem ti
E a tua esposa
O grande amor da tua vida
Ela sempre me guiou
Dia e noite

Coro:
Lamentando a grande solidão
As lágrimas de desgosto
Dormindo na sua calma sepultura verde
Numa paz profunda

Houve felicidade
Mas ela partiu
Foi ele quem te seguiu
O teu esposo
O grande amor da tua vida
Ele sempre me guiou
Dia e noite

Coro:
Eu penso no dia
Em que estavas a meu lado
Contando uma história
De uma vida antiga
Eu recordo o dia
Sem ambição e sem entristecer
Fica sempre comigo
Dia e noite


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Posted by john to Reflexoes at 5/08/2005 11:10:00 PM